Onde hoje se ergue a nova cidade de Orós, até bem pouco não passava de simples propriedade por onde se estendia, ainda, o domínio feudal das grandes faixas de terras destinadas à criação de agricultura rudimentar, praticada à base de enxada pelos colonos, sertanejos bravios acostumados à luta difícil dos sertões tórridos do Ceará.

Desde de 1911 que já se falava na existência do Boqueirão de Orós, garganta enorme por onde passam as águas do rio Jaguaribe, local propício para receber uma enorme barragem de represamento e aproveitamento consequente das águas armazenadas.

Das investigações e estudos complementares realizados pelo Engenheiro Luís Felipe, resultou planificação de uma formidável barragem de 60 metros de altura, com capacidade de 3.300.000 metros cúbicos de água, num lençol compacto de 380 quilômetros quadrados, extensão maior que a Baia de Guanabara.

A represa do enorme reservatório atingiria a cidade do Iguatu, com o desenvolvimento de 66 quilômetros de profundidade máxima de 55 metros. O açude permitiria a irrigação de 80.000 hectares de terra.

Em 1921, com o início dos trabalhos surgiram as primeiras construções de casas de residências, casas para trabalhadores, armazéns, galpões, hospital, prédio para usina e ereção de uma pequena igreja. Em pouco tempo o comércio ganhou impulso, ligando-se a Capital ao Estado por Rodovia. O ramal ferroviário que antes contribuía para o progresso da área, foi desativado.